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Orações Subordinadas Substantivas / Conteúdo do provão / Uso de Reticências


Combinado com as turmas A, B, C e D 

Copiar até o dia 24/04/2026:

- Período composto por subordinação;

- Conteúdo do provão;

- Uso de reticências.


 Período composto por subordinação

As orações subordinadas fazem parte de um conteúdo essencial para compreender melhor a estrutura da língua portuguesa e aprimorar a leitura e a escrita. No 9º ano, você irá aprofundar seus conhecimentos sobre como as frases podem ser organizadas em períodos compostos, ou seja, quando há mais de uma oração em uma mesma frase.

Para entender melhor, é importante diferenciar as orações coordenadas das subordinadas. As orações coordenadas são independentes entre si, ou seja, cada uma possui sentido completo:

Eu estudei para a prova e tirei uma boa nota.

Já as orações subordinadas dependem de outra oração para fazer sentido completo:

Eu sei que você estudou para a prova.

Veja outro contraste:

Coordenada: Ele chegou cedo, mas saiu rapidamente.

Subordinada: Quando ele chegou cedo, todos já estavam esperando.

As orações subordinadas se subdividem em:

  • Subordinadas substantivas

  • Subordinadas adjetivas

  • Subordinadas adverbiais

Entre essas subdivisões, destacam-se, inicialmente, as orações subordinadas substantivas. Elas recebem esse nome porque desempenham funções típicas de um substantivo na frase, podendo atuar como sujeito, objeto direto, objeto indireto, complemento nominal, predicativo ou aposto.

Essas orações geralmente são introduzidas por conjunções integrantes, como “que” e “se”, e completam o sentido da oração principal. Observe alguns exemplos:

  • É importante que você estude. (subjetiva)

  • Eu espero que ele venha. (objetiva direta)

  • Tenho dúvida se ele virá. (objetiva indireta)

Ao estudar esse tema, você será capaz de identificar, classificar e utilizar corretamente as orações subordinadas, desenvolvendo maior domínio da linguagem e melhorando sua capacidade de expressão.

Veja exemplos da relação entre os termos da oração e as orações subordinadas substantivas: 


1) Objeto direto VS oração subordinada substantiva objetiva direta

Eu espero a sua resposta.

(“a sua resposta” é o objeto direto, pois completa o sentido do verbo sem preposição)

Eu espero que você responda.

(“que você responda” é uma oração subordinada substantiva objetiva direta, pois exerce a função de objeto direto)


2) Objeto indireto VS oração subordinada substantiva objetiva indireta

Eu preciso de ajuda.

(“de ajuda” é o OI, pois completa o sentido do verbo com preposição)

Eu preciso de que você me ajude.

(“de que você me ajude” é uma oração subordinada substantiva objetiva indireta, pois exerce a função de objeto indireto)


3) Aposto VS oração subordinada substantiva apositiva 

Eu tenho um desejo: a sua vitória.

(“a sua vitória” é o aposto, pois explica o termo “um desejo”)

Eu tenho um desejo: que você vença.

(“que você vença” é uma oração subordinada substantiva apositiva, pois exerce a função de aposto)


4) Sujeito VS oração subordinada substantiva subjetiva

A vitória é importante.

(“a vitória” é o sujeito, pois indica sobre o que se declara algo)

Que você vença é importante.

(“que você vença” é uma oração subordinada substantiva subjetiva, pois exerce a função de sujeito da oração principal)


5) Predicativo do sujeito VS oração subordinada substantiva predicativa

A verdade é esta: você precisa estudar mais.

(“esta” funciona como predicativo do sujeito, pois atribui uma característica ao sujeito “a verdade”)

A verdade é que você precisa estudar mais.

(“que você precisa estudar mais” é uma oração subordinada substantiva predicativa, pois exerce a função de predicativo do sujeito)


6) Complemento nominal VS oração subordinada substantiva completiva nominal

Tenho necessidade de ajuda.

(“de ajuda” é complemento nominal, completa o sentido de um nome)

Tenho necessidade de que você me ajude.

(“de que você me ajude” é uma oração subordinada substantiva completiva nominal, pois exerce a função de complemento nominal)

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Provão: dias 23 e 24 de abril.

Conteúdo:

- Compreensão e interpretação (inferência);

- Efeitos de sentido (por exemplo, uso de caixa alta em balões de fala);

- Pontuação (uso de reticências e reticências entre colchetes);

- Características do artigo de opinião (7 tipos de argumento);

- Sequências textuais;

- Transitividade verbal;

- Sintaxe (da oração e do período) e sequências textuais. 

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Uso das reticências

Usamos as “...” (reticências) nos seguintes casos: 

1. Para indicar interrupção, geralmente por hesitação da pessoa, ou seja, quando alguém para de falar para reformular o que vai dizer:

Ex.) “Eu queria te contar, mas… não sei se devo.” 

2. Para indicar interrupção brusca da fala por terceiros.

Ex. “A Maria foi lá e…” (Neste caso, a fala para de forma abrupta devido a interrupção externa, algo (barulho, por exemplo) ou alguém.

3. Para sugerir emoção, expectativa, dúvida ou tensão:

Ex.) “Hum... Tá vendo!!! Olha aqui o que está escrito na 2ª linha.”

Obs.: A interpretação do sentido sugerido pelas reticências depende do contexto, o que inclui imagens de tirinhas e quadrinhos. 

4. Para mostrar que a ideia ficou incompleta (suspense):

Ex.) “E então ele abriu a porta e viu…” 

5. Para indicar continuidade em uma lista maior do que a declarada:

Ex.) “Ele é gentil, educado, atencioso...” 

6. Para indicar trechos suprimidos em citações: 

Ex.) “Segundo o autor, ‘a vida é feita de escolha... que moldam o futuro’.” 

Obs.: Para não gerar ambiguidade, o mais adequado a usar em casos de supressão é reticências entre colchetes [...].

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